103 anos de Perdões

16 de janeiro de 2016 15:41

Visitantes amigos e bem vindos

Alba Rezende Bastos (D.Iaiá)

Terça-feira o dia amanheceu com uma chuvinha fina e gostosa que dava vontade de ficar na cama, por mais uma hora.
Ou mais.
Não podia! Tinha que participar da Reflexão de Padre Adenir às 6:30h.
Essas reflexões da manhã, pela Rádio Vert Sul, nos dão coragem para atravessar o dia, com mais alegria e disposição.
A chuva “choveu” por mais algumas horas. Deus, atendendo aos pedidos que fazemos por intermédio de Santa Bárbara, está nos enviando essa chuva que, em nossa região, tem sido uma benção.
Mansa, constante.
Pelas notícias que tenho, a Represa de Furnas (nosso mar de Minas) subiu 4 metros, mas ainda não está no nível normal, desejado.
Lá pelas 13 horas (1 da tarde) já com um solzinho preguiçoso, fui ao alpendre e senti-me no banquinho branco, que é permanente, lá.
Parece que minha permanência no alpendre foi sugerida pelo Espírito Santo.
Parou um carro preto, moderníssimo, chique mesmo.
Fiquei curiosa para saber quem seriam os viajantes, daquele carrão.
Desceu o motorista. Não. Não conheço. Abriu a porta de trás, e delicadamente, estendeu a mão, auxiliando alguém a descer. Do lado do viajante, que fica próximo ao passeio, uma senhora, ainda jovem, abriu a porta e conduziu para fora outra pessoa, já na 3ª idade.
Que alegria senti quando as duas senhoras mais idosas me olharam!
Gente! Minhas primas, amigas do coração, vizinhas de quando morávamos no Rosário. Maria da Candinha e Luiza da Candinha, que hoje residem um Lavras. Bem mais jovens que eu, têm um charme muito grande, se vestem bem, se lembram do passado com lucidez e uma coisa linda que me encantou: os cabelos. Tão branquinhos como a neve e reluzente como os raios de sol.
Relembramos o passado. Nossas mães viúvas, com filhos para criar. Dificuldades, alegrias, brincadeiras e a Maria (da Candinha) teve a ideia de relembrar que tivemos um mesmo namorado. Que saudades daquele tempo!
O carrão preto é de uma sobrinha delas, a Beth e seu esposo que residem em Patrocínio, e vieram passar Fim e Princípio de Ano aqui na região.
Outra pessoa que veio me cumprimentar, foi a Ieda, sobrinha de Zaíra e filha de Zilda e de Zé Bibi. Pessoas lembradas com saudades.
Na quinta-feira, fomos Toia e eu, a missa na Vila Vicentina. A movimentação antes da missa é intensa.
Funcionários, funcionárias e voluntárias conduzem em cadeiras de rodas aqueles internos que não se locomovem.
Ir à Vila Vicentina, em momentos de reunião, é uma aula de resignação.
Ninguém se queixa. Sorridentes aceitam nossos abraços. Todos têm a certeza de que não haverá melhoras e vivem na esperança de que Deus lhes dará a recompensa no céu, do que sofreram na terra.
É muita abnegação dos que ali trabalham. Envio a eles o meu carinho, minha solidariedade, minha consideração, pois não tenho coragem para tanto.
Naquela 5ª feira, o celebrante foi Padre Jorge, que cumprimenta, beija e anima cada um dos internos, que retribuem o carinho, com um sorriso e um brilho no olhar.
Visitei meu tio Decio (tio de meus filhos) me conheceu e lembrou, também, de Zé Bastinhos, meu marido.
Ontem, fui a chegada de Nossa Senhora de Fátima, em casa de D. Francisca, no bairro Caridade. Muitos de seus vizinhos estavam lá. Rezamos o terço. Compramos alguns objetos religiosos e tomamos um café com bolo, broa (que gostosa) e pão de queijo.
Que Nossa Senhora de Fátima esteja sempre em sua casa, D. Francisca.
Uma visita muito especial a Perdões, foi da poetisa ou poeta (me parece que não tem feminino). Se tiver está aí.
Também, escritora, professora Adélia Prado. Foi no Centro de Pastoral São José.
Que coisa linda é lá! Que ordem!
Não tem luxo (se tivessse Papa Francisco ficaria triste). Tudo muito bonito. O dormitório, se inveja não fosse pecado, a gente teria. Jardins e estacionamentos muito bem cuidados.
O teatro. Palco, ornamentado em estilo bem mineiro, uai. Banco de madeira corrida. Fogão de lenha. Panelas de ferro. Moedores e não podia faltar o Oratório com o Santo Protetor, peça principal de um lar católico.
Chega a homenageada.
Começa o evento. Apresentação.
Adélia Prado é uma simpatia representante da mulher mineira.
Simples e elegante, como deve ser a mulher mineira, cristã católica.
Gostei. Muito bom. Ótimo. Não digo adorei porque só se adora a Deus.
Podia ter dito também amei.
Existem amores menores; ternos amores na família, nos amigos e aqueles amores sinceros, suaves, celebrados em silêncio… Deus nos guarde.
Amém! Amém! Amém!

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