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104 anos de Perdões: Uma grande mulher

Publicado em: 28/11/2016 às 13:13 - Categoria Cultura
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O dia 18 de novembro, uma sexta-feira, está marcado como o dia que reverenciamos uma grande mulher.2
Talvez, junto com dona Belica, tenham sido as que mais trabalharam por Perdões, na época mais difícil de nossa História.
Estou me referindo a Ana Rezende Pereira, filha de Elvira Lopes Resende, também grande construtora de personalidades perdoenses. (Exemplos: Dr. Manoel Sá Fortes, Dr.José Maria Pereira, Dr.Galeno Alvarenga, Dr. Hélio M. Alvarenga, Sr. Lélio Maia, Francisco Tomaz Pereira, Dr. Tito Simões e tantos outros).
Ana Rezende Pereira, irmã de José Rezende Siqueira, Zé Piau, herói Nacional, por ter junto com mais 9 (nove) companheiros de Perdões, nos Campos gelados da Velha Europa, mais precisamente Itália e Vale do Pó, defendido não só Perdões, não só Minas Gerais, não só nosso querido e extenso Brasil, porque a guerra, “Segunda Grande Guerra”, na qual tomaram parte, era para ser unificada em uma só nação, com o nome em português de Alemanha.
Irmã, também de Alba ou Iaiá que com seus 10 filhos, souberam ou sabem agradecer, amar e honrar a memória de Nâna, que me ajudou criar e educá-los.
Bisavó de Júlia, que assentada ao meu lado na mesa das autoridades sofria por saudades e por recordações da avózinha querida que tanto amava.
Nome acertado, tia Nâna. Bem disse a Neuza, filha de Jaime Teixeira (outro grande herói dos tempos difíceis). Neuza me cochichou. Me disse ao ouvido, porque pouco ouço. Vejo. Entendo mais com os olhos. Só o que vejo ou que guardo na memória e mais simplesmente no coração, só “coisas boas”, é que escrevo aqui.
Neuza com sua falinha mansa, carinhosa me soprou esta frase: – D. Alba, que nome mais acertado. Colocar em uma creche, com crianças de 0 a 5 anos. Por enquanto a Creche está atendendo, das 7 horas às 16 horas, as crianças de 2 e 3 anos. São 188 crianças, nessa faixa etária. Tempo integral, o nome de Nâna. “Nâna – Neném”. É como fazíamos com nossos pequenos para que adormecessem.
Na mesa das autoridades havia gente importante mesmo!
A plateia estava repleta. Também de gente importante, cada um no seu jeito de viver e ver o mundo. Todo mundo assentado ou em pé, não sentia o longo tempo de duração da festa. Todos tinham um favorzinho a agradecer: a Dona, a Comadre, a Professora, a amiga, a madrinha, a Tia, a Prima, a companheira de todas as horas, Ana Rezende Pereira.
Sobre ela, Ana, vou acrescentar uma coisinha. Na igreja fazia de tudo. Era católica Apostólica Romana, filha de Maria, irmã do Sagrado Coração de Jesus, Catequista, cantora (desafinada, mas era). Transportadora de imagens de um altar para outro altar e faxineira. Promovia reuniões e Procissões. Salve a D. Ana! Salve a tia Nâna!
Por todo bem que ela fez aqui na terra, Deus a tenha em bom lugar. Para alegrar mais ainda o coração dela, meu almoço foi como ela gostava, arroz, feijão, um pedacinho de carne e duas bananas picadas.
Na mesma hora que rolava essa grande festa na rua Geralda das Dores, na Igreja de Nossa Senhora das Graças no Bairro das Graças, iniciava a Novena em honra à Padroeira daquela Paróquia, com término em 27, dia da Padroeira.
Celebração Eucarística, Novena, barraquinha e leilão.
Igreja e Adro enfeitados e muito bem enfeitados em homenagem a Rainha que mora lá.
No Adro bandeirinhas e mais bandeirinhas repicadas, o que nos obriga a olhar para cima e achar que estamos no céu.
Amém! Amém! Amém!

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Por Alba Rezende Bastos (D.Iaiá)

 


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