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ENTREVISTA: Rosiane Pimenta: ‘‘Emoção, alegria e samba no pé’’

Publicado em: 25/02/2019 às 11:01 - Categoria Entrevista
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Rosiane das Graças Pimenta, perdoense, nasceu no dia 1º de setembro de 1967; filha de José Bento da Silva e Sebastiana Balduína Silva; mãe do Heverton, Júnia, Denner, Marcos Paulo e Lavínia; avó da Lara; esposa do Jurandir da Silva Honorato.
Uma mulher autêntica, mãe, avó, que se emociona toda vez que lembra, fala de sua mãe que já não está entre nós fisicamente, mas presente eternamente no coração de Rosiane.
Rosiane Pimenta é uma mulher que merece ser homenageada por tudo que representou e representa nos desfiles de carnaval, na frente de uma bateria da escola de samba.
Em seu álbum pessoal, podemos apreciar lindas fotos, onde ela representa com magnitude a Escola de Samba Unidos da Palestina.
A entrevista foi gravada na sala de sua casa no Bairro Palestina, durante a manhã da última quarta-feira (20). Aliás, a nossa equipe de reportagem foi recebida com muito carinho em uma mesa bem arrumada e um delicioso café da manhã. Uma delicadeza! Porque Rosiane é assim: raça, determinação, briga pelo que acredita, mas é amiga presente na vida daqueles que convivem com ela.
Quando está muito calor, improvisa uma piscina na frente de sua casa e lá, juntamente com as crianças, curte o que é ser feliz. Tem calor humano para os que a procuram, sem preconceitos.
Quando lhe dissemos que após a entrevista, gravaríamos um vídeo para o facebook, ela fez questão de gravar onde tudo começou – lá no alto – na frente da Igreja Nossa Senhora das Mercês (ensaios, união, amizade).


Jornal VOZ: Rosiane, a gente conhece você como filha amorosa, mãe, avó, uma mulher autêntica e também pelo seu amor à escola de samba no tempo em que foi Rainha de Bateria. Quando você saiu pela primeira vez na Escola de Samba?
Rosiane: Em 1995 sai pela primeira vez, depois saí de Imperatriz do Samba; saí de madrinha de bateria, em cima de uma caminhão – estava grávida de 7 meses (foto); saí de porta-bandeira.
A Dona Tina que era presidente da Escola de Samba, junto com o Paulo Teba me colocaram como Rainha da Bateria. Depois veio o Vicente do Sr.Zezinho e continuei como Rainha da Bateria.
Jornal VOZ: O que a incentivou a participar dos desfiles de carnaval?
Rosiane: Sempre gostei muito de dançar. Na escola, quando criança, nos eventos os professores pediam para eu dançar. Estudei, onde atualmente é o Dulce Oliveira, lá era o Ginásio e ali fiz muitas apresentações.
Jornal VOZ: Na Escola de Samba tem muita garra, muita raça, a confecção da roupa, os ensaios… Como você participava de tudo isso?
Rosiane: Não era possível participar de tudo, mas ia nos ensaios porque para desfilar na Sete de Setembro tinha que ‘dar o sangue’, quando a gente chegava lá, todo mundo gritava o nome da gente.
E nós procurávamos deixar todo o público feliz com nossa apresentação.
Tinha o cômodo em que arrumávamos a nossa roupa. A minha roupa eu confeccionava em casa.
Jornal VOZ: Antes de iniciar a entrevista você comentou com emoção sobre uma pessoa que sempre estava presente nos seus desfiles e vibrava com alegria nas suas apresentações.
Rosiane: Sim, minha mãe Sebastiana, ela levava o Douglas e a Fabiana, mesmo idosa, ela ia ”animadinha” gritando o meu nome, prestigiando, me dando força.
É uma pessoa muito especial que me criou, me deu todo amor, todo o carinho. A ela agradeço tudo o que sou hoje. Deus a levou, mas o que pude fazer, até na última hora, fiz com amor e carinho.
Jornal VOZ: Sempre víamos você e sua mãe nos Encontros de Folia. Ela gostava muito?
Rosiane: Minha mãe sempre foi muito devota. Ela era uma mulher de muita fé, então a levava no Congado, na Missa Conga. Ela era devota de Nossa Senhora do Rosário e de Santos Reis.
Tanto que desde que eu nasci, minha mãe dava almoço de Santos Reis todo ano.
Esse ano ela não está entre nós (faleceu em 15/11/2018), fui na casa dela, abri e recebi a Folia de Santos Reis (só não dei o almoço porque está muito recente o seu falecimento).
Em vida, ela pediu que continuássemos com o almoço.
Jornal VOZ: Voltando sobre a Escola de Samba: há união e também divergências de ideias. Como vocês administravam tudo?
Rosiane: A gente sentava e chegava num acordo para fazer jus ao nome ”Unidos da Palestina”.
Jornal VOZ: Na família, quem herdou essa paixão pelo samba?
Rosiane: Minha neta Lara que gosta muito de samba e a minha filha Lavínia.
Jornal VOZ: Você é uma pessoa que gosta de ajudar o próximo. De onde vem esse exemplo?
Rosiane: Da minha mãe. Ela sempre ajudou o próximo. Até tem um telefone na porta da casa dela e antigamente não tinha celular, logo ela atendia todas as chamadas e chamava as pessoas que eram solicitadas para atender. Sempre fez isso com boa vontade. Isso é só um exemplo.


Jornal VOZ: Sobre a Fé!
Rosiane: Confio muito em Deus. Já passei muitas coisas na vida…Quando separei do marido, meu filho do meio tinha 2 anos; o Heverton tinha 10 anos. Com muita fé, muita garra, venci.Meus filhos estão criados e encaminhados – Heverton é professor, Denner é eletricista de veículos, Marcos Paulo dá aula de música – bateria, cajon – no Studio Celebridade, Júnia bem encaminhada e sempre trabalhadeira. Graças ao bom Deus é à Nossa Senhora do Rosário.
Jornal VOZ: Considerações finais:
Rosiane: Nessa trajetória de Escola de Samba e Desfiles temos que agradecer e homenagear muita gente (espero não esquecer ninguém) – Chicão do Morro, Messias, Chiquinho Cardoso, Nestor, Teba que estão entre os que se reuniram para fundar a Escola de Samba.
A gente lembra de muitas pessoas importantes que ajudaram muito durante esse tempo de Escola de Samba – Cidinha do Carlinho, Cleide do Cabeção. Vicente, Rildo, Dona Tina. Dair Pereira, que foi presidente da Escola de Samba e atuou bastante.
Tenho uma boa lembrança do então Deputado Adalclever Lopes que veio e desfilou comigo na bateria da Escola de Samba Unidos da Palestina.
O pensamento vai e volta. Como é bom lembrar o tempo de criança quando saímos na Escola de Samba da Dona Iaiá – aliás eu e a Clarete (in memorian).
O nosso prefeito Teco também, várias vezes desfilou comigo na bateria.
Fui rainha por 11 anos.
E quanto ao Carnaval desse ano – 2019 – que dê tudo certo. Que todos façam a festa com alegria, sem briga, sem confusão.
Que Deus abençoe para que tudo ocorra bem!
Que Deus abençoe o Guilherme do Departamento de Cultura e Turismo, abençoe todos da Prefeitura; você da imprensa, Regina, que sempre está lá para colocar as notícias.
E para finalizar: Unidos da Palestina – esse nome tem história, tem cultura e união.

 


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