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José Pinheiro e Maria: a família é obra de Deus

Publicado em: 07/02/2018 às 16:14 - Categoria Entrevista
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A entrevista dessa edição é com José Maria Pinheiro e sua esposa Maria Ferreira Pinheiro.
José Maria Pinheiro nasceu no dia 18 de janeiro de 1933. É filho de Geraldo Pinheiro da Silva e Ester Alves Pinheiro; irmão do Paulo Pinheiro e Maria da Conceição; casado com Maria Ferreira Pinheiro, pai de seis filhos: Lauro (in memorian), Maria Aparecida, Neusa, Lenilce, Sérgio e José Maria; 16 netos e 7 bisnetos. No dia 06 de abril completa 65 anos de casado.
Ele foi comerciante por mais de 30 anos, vice-prefeito de Perdões por seis anos durante o mandato de Francisco Tomaz Pereira, o Chico Rato, eleitos no ano de 1983.
Foi presidente do IEC – Independente Esporte Clube, também tesoureiro durante muitos anos e hoje faz parte do Conselho. Ama o esporte.
A entrevista gravada foi na cozinha da sua casa e Dona Maria respondeu as perguntas ao lado do marido, que quando não se lembrava de alguma coisa, recorria a ela.
Aliás, Dona Maria há alguns anos escreveu uma biografia, impressa em gráfica num livro de brochura – «Simplesmente Maria». Esse livro ela presenteou os seus filhos.
Entrevistar esse casal foi emocionante e nos trouxe alegria, pois foi uma das primeiras famílias que conheci quando vim morar em Perdões com minhas duas filhas em 1996. Ficamos por muitos anos nos vendo de vez em quando e há 4 anos somos vizinhos.
Sr.José Pinheiro, sempre muito educado ao falar, ao dirigir-me a palavra, assim como Dona Maria, uma mulher de fibra, com muita fé em Deus. Ela tem uma fisionomia mais séria, mais fechada, mas é bem humorada, muito inteligente, pois tem a sabedoria aprendida nos livros e na vida. E como gosta de ler!
Tem orgulho e muito amor da família que ela e seu marido formaram e deram o alicerce para enfrentar a vida.

José Pinheiro e Dona Maria com seus filhos: Lauro (in memorian), Cida, Neusa, Lenilce, Sérgio e José Maria.

Jornal VOZ: Onde o senhor nasceu, Sr.José? Sempre viveu em Perdões?
José Pinheiro: Nasci na Comunidade da Lagoa. Aos 5 anos fui para São José do Rio Preto – Votuporanga com a família.
Aos 12 anos retornei para Perdões. Moramos na Serraria, depois fomos para Campos Altos.
Meu pai era administrador de fazenda.
Maria: Ele estudou cerca de 2 anos na Escola do Cerradinho, antes de irem para Campos Altos.
Naquela época tinha escola nas fazendas, mas o pai dele não fazia muito esforço para que estudasse, mas sim, trabalhasse.
Quando retornaram de Campos Altos, foram para os Machado.
O pai dele abriu uma venda de secos e molhados. Nessa época ele já trabalhava, era mocinho e não estudou mais. Ficaram nos Machado muito tempo.
Depois ele veio morar na fazenda que era perto do meu avô – do meu tio Paulo, e lá começamos a namorar.
José Pinheiro: Eu tinha 16 anos e Maria cerca de 13/14 anos quando começamos a namorar.
Maria: Foi meu primeiro e último namorado, e ele tinha 19 anos, eu 17, quando nos casamos. Aí fomos morar na comunidade Custodinho.
Nessa comunidade eu tinha dois vizinhos que eram muito religiosos.
Na época não tínhamos acesso à Bíblia, o católico não tinha bíblia, esse livro era só de evangélicos.
Eu ia à missa e lembro que o padre celebrava com as costas virada, a bíblia era em latim, a gente não entendia nada.
E quando mudei para o Custodinho, esses vizinhos me passaram um livrinho que tinha só os 4 evangelhos. Sabiam que eu gostava de ler. Assim, li e reli.
Aprendi a religião católica com dois casais – fizeram papel de pais para mim. Sou eternamente grata.
Jornal VOZ: Então vocês conhecem muita gente das comunidades?
Maria: Sim, tínhamos muitas amizades, nunca brigamos com ninguém. Moramos no Custodinho durante 3 anos e deixamos uma amizade muito grande. O Lauro nasceu lá. Tínhamos uma venda. Foi a primeira vendinha nossa.
Ele (José Maria Pinheiro) trabalhava na roça para os fazendeiros de lá e eu tomava conta da venda. Então desde os 17 anos trabalhei no comércio. Na época eu não tinha livros e nem revistas. Eu não desperdiçava nada. A gente comprava jornal e tudo que a gente vendia, era embrulhado em jornal – açúcar, arroz, doce.
A venda era em sociedade com meu tio. Aí meu pai achou que estávamos mal acomodados, mudamos e viemos morar na Rua Santa Rita, Bairro Cruzeiro e tínhamos aquela venda de esquina, perto da Santa Casa.
Quando morávamos aqui meu pai comprou uma loja para o meu irmão José, lá na Praça Leopoldo Dias. A sociedade era com meu tio e com meu pai.
Após a morte do meu irmão em um acidente, meu pai ficou desgostoso e quatro meses depois, ofereceu a sua parte para que o Zé (José Pinheiro) comprasse e ficasse em sociedade com meu tio.
A loja na Praça Leopoldo Dias, atualmente é a Drogaria Vitória.
Jornal VOZ: Você se lembram o ano que compraram essa loja?
Maria: Por volta de 1957 e ficamos cerca de 30 anos lá.
Aí o Zé aposentou como comerciante.
Trabalhei na loja e só me ausentava conforme os filhos iam nascendo.
Meu tio saiu da sociedade e entrou um primo nosso.
Uma grande loja – Casa Pinheiro – tinha tudo, desde um botão, até louças e baldes. Com o tempo a loja não dava para sustentar as duas famílias, porque antes não tinha supermercado, eram muitas vendinhas pela cidade, mas depois que apareceu os supermercados, as vendas cairam.
O Zé comprou a parte do primo. Eu ajudava na loja, mas sempre tive ajudante. Os meus genros, Evandro e Quinho, maridos da Cida e da Neusa, respectivamente, trabalhavam lá com a gente.
Jornal VOZ: Quando o senhor começou a trabalhar na prefeitura de Perdões?
José Maria: A Maria ficou na loja e fui trabalhar na Prefeitura, candidatei-me com o Francisco Tomaz Pereira, eu não mexia com política até então, eu não sabia nada. Recebi o convite do Chico Rato.
Ganhamos com muitos votos na frente.
Jornal VOZ: Qual o ano que entrou na política?
Maria: No ano de 1983, vice-prefeito por 6 anos. Fizeram uma ótima administração.
O Zé além de vice-prefeito, trabalhava como fiscal geral, eles cuidaram bem da cidade e da zona rural. Ele ficou com a aposentadoria só do comércio.
Jornal VOZ: O senhor atuou por muito tempo no Independente e quando jovem jogou futebol?
José Pinheiro: Sim, joguei por um tempo e tínhamos um time de futebol – Cruzeiro Esporte Clube.
Jornal VOZ: Nesse período de comerciante para cuidar e estudar os filhos, vocês superaram muitas dificuldades?
Maria: Sim, trabalhamos muito para educar e formar os nossos filhos.
As filhas trabalhavam também. A Cida fez dois cursos – Normal e Contabilidade. Ela trabalhou em escritório de contabilidade do Chico Rato antes dele ser prefeito.
Depois ela saiu e foi trabalhar na América. A Neusa começou a trabalhar na Elacom. Elas trabalhavam durante o dia e estudavam à noite para pagar a faculdade. A Lenilce trabalhou no BEMGE, agora Banco Itaú, para ajudar na formatura e depois saiu para casar.

Netos e bisnetos


José Maria Pinheiro e Maria Ferreira Pinheiro transmite para todos nós uma mensagem de fé e confiança em Deus, assim como suas lutas e superações são exemplos de vitória, exemplo de honestidade, respeito e amor ao próximo.



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