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Jovens talentos de Perdões transmitem toda a poesia da música com muita atitude

Publicado em: 24/10/2016 às 11:36 - Categoria Entrevista
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Jotta P, Groxo ou GRX, Frogg e SJ

A entrevista da semana é com 4 jovens adolescentes que já mostram muita maturidade nas letras das músicas que interpretam.
João Pedro de Souza – Jotta P, 17 anos; Elias Eber Venancio – Groxo ou GRX, 15 anos; Fábio Augusto da Mata – Froog, 15 anos e Ronaldo Salles Júnior – SJ, 13 anos, são os integrantes do Grupo Musical “A Tribo”, formado há 5 meses.
João Pedro é filho do Saulo e da Maria Augusta – reside no Bairro Palestina; Elias Eber é filho do Pastor Valdeci e da Elizabeth – reside no Bairro Vista Alegre; Fábio é filho do Alessandro e da Eliana e também mora no Bairro Palestina; Júnior é filho do Ronaldo e da Aparecida, reside no Bairro Várzea de Cima.
Esses jovens já têm um púbico que curtem suas músicas no youtube, apresentaram-se no Agita Palestina e também com o apoio e amizade do coreógrafo Leandro já estiveram se apresentando em Cana Verde e na UFLA em Lavras.
A entrevista gravada sem ensaio, foi na casa do João Pedro e quando a reportagem do VOZ chegou, eles estavam ensaiando mais músicas para suas próximas apresentações e gravação para a internet.
Jovens com sede de vida, alegria de viver, que respeitam e querem ser respeitados nas suas ideologias.


 

Jornal VOZ: Como vocês se conheceram?17
João Pedro: Através do skate.
Elias Eber: Na verdade, eu e o Júnior tem uma amizade desde criança, nós crescemos na mesma igreja, nossas mães são muito amigas.
Agora o João Pedro e o Fábio foi através do skate mesmo.
Jornal VOZ: Vocês continuam praticando skate. Qual o nome?
João Pedro: Sim. Leões da Rua.
Jornal VOZ: Como surgiu a ideia de formar um grupo musical de rap reggae?
João Pedro: Nós achamos que uma coisa pode afetar algumas pessoas, mas diversas coisas podem afetar muito mais pessoas.
Decidimos fazer o rap reggae, trazer mais essência.
Eu já cantava, mas depois desfizemos a união que tinha, ou seja, era eu e o Maycon da Kaliffa Store.
Fábio: Eu já fazia rimas e cantava desde os 12 anos, mas só para eu mesmo.
E conhecendo o João Pedro, daí tiramos a ideia.
Jornal VOZ: E essas conversas foram durante os encontros de skate?
João Pedro: Através do skate mesmo. A gente já se reunia, cantava algumas músicas, como tenho mais experiência, fui vendo que eles tinham talento, conversei com o Groxo (Elias Eber) e ele levou a sério.
Fábio: E nisso já estamos nessa união há 5 meses.
Jornal VOZ: O que esse estilo musical representa para vocês?
Júnior: Todas as pessoas são diferentes e tem umas pessoas que julgam o rap como um som de bandido, todos os rap, segundo alguns, tem que ser para maconheiros. Não!
Respeitamos todas as pessoas independente do que elas façam, mas a gente “prega” o amor e fala muito sobre Deus. E levamos isso para as pessoas da melhor maneira possível.
Fábio: Concordo com o Júnior e é uma forma de expressar.
Muitos nunca pararam para ler um verso da letra para saber o que está transmitindo. Ideologia totalmente diferente.
Elias Eber: O rap para mim, representa a união de cultura – onde o pessoa pode se juntar, pode falar da vida, do mundo, de uma maneira mais explícita. São letras com conteúdo.
João Pedro: O rap é como o Groxo falou, união de culturas, baseio-me na cultura rastafari, na cultura budista, hippie que me encanta bastante. Resolvi trazer isso para dentro da minha música, para dentro da minha letra, coisas que geralmente as pessoas não falam – sobre mantra, carma, algumas coisas que trazem outras visões, outros aspectos desse mundo. Há um conhecimento a mais, procuro saber o significado de qualquer palavra diferente.
Comecei a ler mais, justamente com a música, procurando entender palavras que eu não conhecia – procurava no dicionário, na internet.
A música é um jeito da minha alma poder falar para as pessoas, porque sou tímido, e é necessário talvez, todas as ideias juntas.
Jornal VOZ: O estudo é muito necessário então?
Eber Elias: Bastante! O conhecimento é essencial nessa parte porque você pode falar alguma coisa que você não sabe e assim o conhecimento abre os horizontes.
Fábio: Você tem que também ter respeito e ter o conhecimento antes de passar a sua mensagem para outras pessoas.
Jornal VOZ: Como você vê a questão da crítica e do elogio?
Júnior: A gente aceita a crítica como fortalecimento. Quando alguém critica é porque alguma coisa está errada. Temos que melhorar, se necessário.
Jornal VOZ: Vocês já tem um repertório para apresentar em shows e quais são as influências musicais de vocês?
João Pedro: Temos sim. Particularmente influências de Bob Marley, Raul Seixas, Ponto de Equilibrío, Marechal, Racionais, Sabotage, entre outros.
Elias Eber: Quando eu era mais novo, escutava muito rap gospel – Expressão Ativa, Pregador Lou e agora estou viajando mais no mundo do rap, procurando mais essas influências que falam muito da realidade.
Não sair fora disso e sem machucar ninguém. Sem aquela letra que ataca, que machuca.
Fábio: Desde pequeno eu escutava muito rap – as internacionais, não escutava o nacional. Aí ouvi Sabotage, Racionais, Pregador Lou, agora estou curtindo essa nova geração – Costa Gold e outros.
Júnior: Eu não escutava muito rap, mas gosto daqueles que iniciaram a ideologia do rap – Criolo. Gosto também de outros estilos: Legião Urbana, inspiro-me muito no Renato Russo; Rappa.
Jornal VOZ: Quem gosta de rap é só rap? E como fica com os outros estilos?
João Pedro: Não! A gente apura as raízes em outros lugares. Renato Russo, Seu Jorge, Ponto de Equilíbrio, Gabriel Pensador, e tudo que traz cultura para a gente também.
Elias Eber: Como já falei é a união de culturas: rock, músicas que entram na mente e passam uma ideologia bacana.
Fábio: Eu canto rap, mas curto todos os estilos. Gosto de rock – Nirvana, Linkin Park. Alguns dizem que e gritaria, mas não vejo nada disso.
Júnior: Sou bem viciado num rock nacional – Scalene, Rael, Emicida e outros.
Jornal VOZ: Porque esse nome – ‘‘A Tribo’’?
João Pedro: Criei o nome, mas iniciou como um rabisco. Estava escrevendo poema, frase. Esse nome tem a ver com o que fazemos.
Fábio: É um nome explicativo e diferente.
Jornal VOZ: Rap, skate – vocês têm enfrentado preconceito?
João Pedro: Eu nunca me encaixei nessa sociedade onde acham que temos que nascer, crescer e morrer do mesmo jeito. Eu quis mostrar para as pessoas que há outros pontos de vista.
Enfrentamos tudo de cabeça erguida. Mas tem muita gente que nos apoia.
Elias Eber: Eu não dou importância as críticas preconceituosas. Entra por um ouvido e sai pelo outro. Passa batido.
Muitos mudaram seus pensamentos ao prestarem atenção nas letras que cantamos.
Fábio: Levo em consideração só as críticas construtivas. As outras deixo pra lá.
Júnior: Nunca gostei muito de ouvir as pessoas falarem mal.
O João Pedro e o Elias são os mais calmos. Eu e o Fábio somos mais esquentados.
Jornal VOZ: Nesse mundo de tecnologia, o consumismo do “quero mais” como vocês encaram os jovens que acabam entrando para o mundo das drogas?
João Pedro: Eu encaro isso como uma pessoa que precisa ser resgatada, uma pessoa que falta alguma coisa dentro dela que alguém não pode proporcionar.
Elas precisam de um apoio espiritual.
As pessoas precisam sair do seu comodismo, sair do seu sofá e ajudar o próximo.
Elias Eber: A pessoa que consome droga pensa que está feliz, mas quem está vendo, percebe que não.
O semblante baixo com uma aura negativa.
A pessoa até fica se achando, mas após o efeito passar, constata que não mudou nada. E mesmo quando alguns abandonam esse triste mundo, as outras pessoas não mudam seus ideais.
Fábio: A pessoa que está nesse mundo das drogas, está tentando fugir de outras, mão não gosto de julgar porque muitos julgam, mas não fazem nada para ajudar. Queremos passar uma ideia positiva de ajuda.
Júnior: Nós estamos com projetos de fazer músicas sobre o tema, não para julgar, mas para ajudar.
Jornal VOZ: Quais os projetos d’ A Tribo?
João Pedro: Estamos com o projeto de lançar o EP até o meio do ano e depois fazer um show em acústico.
Jornal VOZ: Vocês também querem um local fixo para os encontros de skate?
Fábio: Às sexta-feira estamos nos encontrando na rodoviária, mas está muito perigoso.
Muitas crianças vão nos prestigiar no skate e também para nos ouvir. Lá fazemos novas músicas.
Esperamos que os segmentos da sociedade possam nos ajudar, pois além de querer divulgar a nosso música, também queremos o nosso espaço de lazer.

E esse jovens concluem: queremos transmitir paz e amor a todas as pessoas.
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Contatos para shows:
Jotta P:(35) 99831-5590
Frogg: (35) 99970-3481
GRX: (35) 99737-1801
SJ: (35) 99952-8570



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