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Minas Gerais contra privatização de usinas da Cemig

Publicado em: 29/08/2017 às 9:49 - Categoria Opinião
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imagem ilustrativa

O governo federal tem articulado para este ano – previsto para setembro, dependendo da autorização da justiça -, um leilão das usinas da Cemig situadas nas cidades de São Simão, Jaguará, Miranda e Volta Grande. Juntas, as hidrelétricas correspondem a aproximadamente 50% da energia gerada pela estatal mineira. Se a transação for concretizada, os grupos que adquirirem o controle das usinas poderão explorá-las por um prazo de 30 anos.
Organizações, movimentos populares, trabalhadores do setor e parte da sociedade civil estão unidos contra a venda das hidrelétricas.
Entre as irregularidades, o leilão fere a Emenda 50 da Constituição estadual, de 2001, que determina que a venda de empresas públicas do setor só pode ser feita com aprovação popular. Segundo pesquisa realizada em março, pelo Instituto Multidados na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 60% dos entrevistados é contra a privatização da Cemig.
Além disso, a venda de um bem público já pago para setores privados é um retrocesso para a população e para a luta em prol da soberania energética do país. Uma das principais reivindicações dos movimentos sociais é que o lucro gerado pelas empresas de energia seja direcionado para políticas públicas que visem à melhoria na qualidade de vida da população.
A Plataforma Operária e Camponesa da Energia, uma das organizações que é contra a venda das usinas e que luta para garantir o fortalecimento da indústria nacional, tem como principal objetivo neste momento barrar o leilão. Depois, a proposta é que os recursos que iriam para os setores privados sejam encaminhados para um fundo estadual voltado para a educação, saúde e demais áreas públicas do Estado.
A expectativa é que as quatro hidrelétricas gerem por ano R$ 2 bilhões que, com a criação do fundo, seriam destinados para políticas públicas.
Diante da ameaça de privatização e visando informar a população sobre o tema, uma série de seminários regionais está sendo realizada e atos às margens das hidrelétricas devem acontecer durante o final de agosto e começo de setembro.
É de extrema importância que toda a população, sobretudo os cidadãos mineiros, tomem conhecimento do retrocesso que a venda das usinas representa para o Estado e o quanto um projeto energético popular é extremamente significativo para a construção de um país mais justo e democrático.
A venda das quatro hidrelétricas é uma afronta ao povo mineiro e apenas com a união e mobilização popular é possível reverter à decisão do governo federal e manter o que é do povo com o povo.


Por Renata C.Souza


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