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105 anos de Perdões: 4 notícias raras

Publicado em: 17/04/2018 às 14:11 - Categoria Cultura
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Há uma semana terminaram os festejos da Semana Santa. Festejos sim, porque o essencial deve permanecer em nossas almas e nossos corações.
Pessoas subindo e descendo, preparadas para irem à missa, procissões, confissões, ou apenas assentarem em um banquinho na praça, esperando ver conhecidos amigos que vieram de outras cidades, na esperança de encontrarem o irmão, o tio, o afilhado ou o amigo de infância que não vê há muitos e muitos anos.
Foi isso que aconteceu comigo. Não foi na praça, não foi na igreja, e nem na procissão. Foi aqui em casa mesmo.
Estava no meu quarto, não me lembro se estava bordando, escrevendo, lendo, no computador, ou fazendo um Terço (que vendo em benefício de alguma entidade).
Ana Nery chegou e me disse – tem visita pra senhora. Quem seria?
Só sei que podia ser alguém que veio participar da Semana Santa.
Veio de Formiga? De Varginha? De Belo Horizonte? Acertou! Disse Ana Nery. Eu estava na Caixa e ouvi um senhor dizer ao companheiro – Queria tanto ver a Iaiá.
Ana Nery entrou na conversa e disse que estava muito fácil.
– Sou filha dela e posso levá-lo lá. Vieram. A visita permaneceu na sala à minha espera.
Quem será meu Deus! Era de fato amigo de infância. 3 anos menos que eu. Amigo de brincadeiras com Zé Piau. Rodavam peão, espantavam passarinhos com estilingue, andavam no cavalo do vô Maximiliano e muito mais.
Chegou a hora de dizer o nome dessa visita que me deu muito prazer. Reside em Belo Horizonte, é engenheiro civil, tem 94 anos, é filho de Netinha, sobrinho de Dr. Artur, primo de Dr. Edmar, de Edsel e de Alice Sandra. Seu nome Dr. Geraldo Pereira. Tem um sítio no Barreiro, onde passa férias.
Juntos lembramos de muitos amigos do passado.
Dr. Geraldo, foi um prazer imenso te receber. Volte para relembrarmos os amigos através da Veredas de Alba. Beijos para você.
Eu disse no início deste texto que os festejos terminaram, mas que o motivo principal dessa festa que começa com tristeza e termina com alegria da Ressurreição de Jesus e a vitória de MARIA Santíssima, permanecem para sempre.
A Igreja do mundo inteiro faz essa festa todo ano, para que não nos esqueçamos que Deus enviou ao mundo seu Filho Único, para redimir do pecado todos que Nele creem e praticam seus ensinamentos: atos de amor, caridade, fé, favorecendo o irmão que precisa de nossa bondade.
As 2 Paróquias de Perdões, prepararam muito bem a Semana Santa. Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões, Padre Adenir e Paróquia Nossa Senhora das Graças, Padre Rogério e Padres Gilberto, Vagner e Hemerson, colaboraram (e muito).
Como já me falaram (Padre Jorge) que gosto de “misturar” assuntos e que dá certo, vai mais um.
Dando uma voltinha de carro pela cidade, Rua João Dias (do Cruzeiro), Vitória fez uma paradinha e disse – Olha aí, Vó! Olhei. Vi um carro, talvez Ford, modelo anos 30, o mais usado. Ford!
Esse que vi estava dirigido por um dos netos de Dona Cecília. Saudades dela!
Me fez lembrar Padre Pedro e seu carro. Igualzinho!
A história é essa. Fomos passear com Padre Pedro em Rezende Costa, sua terra natal. Visitar a Mãe e sobrinhos dele.
Padre Pedro, o motorista. Viajantes: minha mãe, mulata do Tio João Lopes, Nâna minha irmã, e eu na frente com ele.
De vez em quando ele dizia assim: – Olha essa luzinha, se ela ficar vermelha, me avisa.
Por que será? Vermelho é sinal de perigo. Nessa época a estrada de automóvel era assim que se dizia( hoje rodovias) não passava em Itutinga e não havia ponte. A estrada era mais ao sul.
Vamos atravessar o Rio Grande. Como? 2 pontes grandes e fortes, um em cada margem do rio; um cabo de aço ligava os 2 postes e amarrado neles uma embarcação chamada balsa.
Não saímos do carro. Ele foi conduzido para dentro da balsa. Ai que medo!
A balsa não vai em sentido ao outro poste. Faz uma curva de uns 5 metros, levada pela correnteza. Não sei como ela fez que vence a correnteza e sai de encontro ao outro poste. Graças a Deus.
Outro caso com Ford. O senhor Quincas Anastácio, fazendeiro, com confortável Fazenda às margens do Rio Grande, pai de Nilza minha concunhada, avô de Admilson, Coxada e Iracema, também adquiriu um Ford. Alegre, feliz! Agora sim! Vou a fazenda mais rápido. Deixa meu cavalo descansar.
O vendedor deu algumas explicações e saiu. O senhor Quincas entrou no Ford, deu algumas voltas e resolveu parar. Mas como? Parar, ele não aprendeu. Foi inteligente. Rodou em torno do jardim até que a gasolina acabasse.
A última notícia é esta: não gosto de falar em política e nem futebol, para não desagradar amigos , mas como recebi parabéns pela vitória do Cruzeiro, vou exteriorizar meu amor pelo time que me faz lembrar que somos da mesma idade, que conhecia e admirava jogadores de diferentes épocas.
Leocordério, Haraíve e Dilson, atleticanos de verdade, me adotaram como cruzeirense de ontem, de hoje, e de sempre. Verdade. Agradeço a eles. orcer, aplaudir um time é por simpatia, não pelo número de títulos que possa ter. No meu caso, tenho um motivo maior. Um nome sagrado CRUZEIRO!!!
Que São João Paulo II dê força e coragem aos Clubes de Futebol do Brasil inteiro!
Amém! Amém! Amém!


Por Alba Rezende Bastos (D.Alba)


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