SOPRO DE LEMBRANÇA
O tempo,criança marota,corre sem pedir licença. Passava ligeiropelas ruas de Perdões,pisando pedras,dançando miúdosob o sol quente. E a gente —menino, menina —sem saber direitoo que fazercom aquele redemoinhono peito. Éramos quase gente,quase rapaz,quase moça.Nem criança,nem adulto ainda. Suspensosentre emoções. O sorrisonos olhos —arrepio. Na pracinha,o velho bancorangia segredos.A luz — pouca —era cúmplice.A sombra, abrigo. Lábios roçados:quase beijo. Mas o coração…ah, o coração,acelerado,já batia inteiro. Tinha bailinhos no clube,carnaval de...