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Conheça a história de mulheres canaverdenses

Publicado em: 07/03/2018 às 9:47 - Categoria Gente de Perdões e Região
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Elas são mulheres, mães, donas de casa, empreendedoras, agentes políticas: conheça a história dessas mulheres que ajudam a desenhar a história de Cana Verde.

Por Renata Souza

Maria das Graças Alexandre Neves, 67 anos
Dona Graça, como é conhecida, leva um sorriso no rosto de quem criou os quatro filhos, todos homens, e completa, em 2018, 47 anos de casamento. Mas, Graça não é apenas a mulher dona de casa e mãe. Graça foi a primeira vereadora eleita no município de Cana Verde. Seu mandato, de 1976 a 1982, mostrou para as demais mulheres da cidade que a participação delas na política era possível.
“Aprendi muito na Câmara, comecei a entender as coisas e passei a me envolver na política. Quando candidatei as pessoas falavam `mulher não ganha não`, ganhei. E isso mostrou que as mulheres podiam ocupar cargos políticos. Muitas se candidataram depois e temos mulher na câmara até hoje em Cana Verde”, conta Graça.
Para ela, que trabalhou 18 anos no setor público, hoje a mulher conquistou um espaço importante na sociedade. “Quando trabalhava fora, me dedicava em equilibrar as coisas, família e trabalho. Hoje, fico feliz em ver que isso tem sido cada vez mais comum e as mulheres tem conquistado seu espaço”, conclui.

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Valdirene Cândido Caetano, 37 anos.
Valdirene tem na sua história um retrato da vida de muitas mulheres de sua geração. Nascida no povoado de Cerradinho, começou a trabalhar com 12 anos em casas de família para ajudar o seu próprio lar. Filha do meio em uma família de cinco irmãos, trabalhou como costureira, auxiliar de produção, entre outras profissões para assegurar sua independência.
Casada há 18 anos, mãe de um rapaz de 16, fez curso técnico após o casamento, conciliando a casa, o trabalho e o estudo. “Foram muitos desafios para concluir meu curso de enfermagem, cuidar da minha família e ainda trabalhar. Mas hoje olho para trás e me orgulho da minha história”, conta.
Já formada e trabalhando, Val, como é conhecida na cidade, manteve em si o sonho de ser dona do próprio negócio. Sonho que realizou há um ano. Hoje, administra o estabelecimento Casarão, bar e restaurante localizado no centro de Cana Verde. “Meu negócio ainda não está como eu gostaria, ainda quero e vou expandir, mas é gratificante ver tudo o que passei e aonde cheguei”, diz.
Atualmente, concilia a rotina entre sua casa e seu comércio, acordando por volta das 06h00 para preparar o almoço que é servido no Casarão, ficando no estabelecimento até o fim da tarde e voltando para casa para os afazeres domésticos. Nos fins de semana, retorna para o comércio, onde permanece até a madrugada, sempre com disposição e sorriso no rosto.
“Pra mim, a mulher é mais corajosa e mais forte. Me considero divertida, alegre e não deixo os problemas transparecerem”, finaliza Val.

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Elza de Araújo Barbosa, 81 anos
Dona Preta é daquelas mulheres conhecidas pela cidade toda. Por conta de sua irmã gêmea, que nasceu com um tom de pele mais claro, recebeu o apelido que permanece até hoje.
Mora na mesma casa onde moraram seus pais, casa onde nasceu, e é ali também que se encontram muitas de suas histórias, traçadas com as mãos de quem tem no crochê um dos seus maiores companheiros. Casada há 57 anos, viu seu esposo partir desta Terra, precocemente, há 42 anos. Nessas tristezas que a vida prega na gente, perdeu também seus dois filhos homens.
Mas tem na fé sua força e âncora para seguir firme e com um sorriso no rosto, apesar das dores e cicatrizes da vida. “Minha fé sempre me sustentou. Que a vontade de Deus seja feita e prevaleça”, diz.
Impedida pelo pai, Preta não pode estudar. “Papai dizia que mulher formar para casar era bobagem. Na época chorei muito, mas logo casei, vieram os filhos e me dediquei à família”, conta.
Hoje, com nove netos e quatro bisnetos, percebe o mundo diferente: “É uma honra muito grande ser mulher, poder ser mãe, cuidar da família… e agora as mulheres fazem tudo, trabalham, estudam, isso é bom”, conclui Preta, enquanto pega seus crochês e conta que costuma ficar até a madrugada costurando. “Quando vejo, já é 01h00 da manhã”, diz em meio ao sorriso que lhe é peculiar.

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