Doutrina Espírita: Considerações acerca do Espírito durante o sono

28 de janeiro de 2019 15:41 484

O sono é necessário ao ser humano como mecanismo de revigoramento das energias do corpo físico. É durante o sono que o corpo descansa e se renova para as lutas diárias. Todavia, o espírito que anima o corpo, via de regra, não tem as mesmas necessidades desse corpo físico e aproveita esses momentos para gozar de breves, mas importantes, momentos de liberdade.
Vale explicar que o espírito encarnado, ou seja, aquele que está ligado a um corpo físico, cumprindo nova jornada evolutiva no orbe terrestre, guardadas as devidas proporções, se assemelha ao prisioneiro encarcerado, que tem a sua liberdade restringida durante o período definido em seu planejamento reencarnatório. O espírito, ligado ao seu envoltório perispirítico, mantém-se jungido ao corpo através de laços fluídicos, via dos quais consegue manifestar as suas faculdades e receber os estímulos externos, funcionando aquele também como espécies de amarras.
Durante o sono, esse laços fluídicos se afrouxam, concedendo periódicos momentos de liberdade ao espírito, que tem a oportunidade de se afastar do fardo material que lhe representa o corpo físico, mas mantendo-se a ele ligado, principalmente, pelo chamado “cordão de prata”, o que garante o seu retorno ao envoltório carnal.
A depender do grau de adiantamento do espírito encarnado, ele pode nesses momentos usufruir de considerável liberdade, sendo-lhe facultado visitar esferas espirituais elevadas, reencontrar-se com espíritos mais depurados, com os quais mantém laços afetivos, receber deles conselhos valiosos, envolver-se em atividades de trabalho edificante em favor do próximo, frequentar cursos e palestras, enfim, atuar em favor do seu progresso e em benefício da coletividade. Com isso, ao despertar, embora não conserve a lembrança exata das atividades desempenadas, conservará sob a forma de intuição as orientações recebidas, sentirá um bem-estar aparentemente inexplicável e terá as energias do corpo renovadas.
Lado outro, o indivíduo que se mantém muito ligado apenas aos interesses materiais e cultiva vícios e paixões desenfreadas, bem como mantém em seu íntimo sentimentos inferiores como o ódio, o rancor, o orgulho, a maledicência, o egoísmo e a vaidade, nos momentos em que o corpo adormece, o espírito, via de regra, já é aguardado por entidades espirituais perturbadas que com ele se afinizam em razão do mesmo padrão vibratório que decorre dos interesses em comum. Tais entidades, normalmente, conduzem o irmão desavisado para verdadeiros antros de perdição, onde são praticadas verdadeiras atrocidades e inumeráveis violações às Leis Divinas, ensejando graves sofrimentos como mecanismos de reajustes necessários. Nessas situações, ao acordar, o indivíduo experimenta uma consciência pesada e uma sensação de cansaço desagradável, como se não tivesse dormido.
Portanto, aquele que acredita que a única finalidade do sono seria a de revigorar as forças do corpo físico precisa, urgentemente, rever os seus conceitos e empenhar mais esforços no conhecimento das verdades universais, de modo a não ser surpreendido pelas consequências indesejadas decorrentes da sua ignorância.
Sobre o tema, pertinente a lição extraída do livro Leis Morais da Vida, psicografado pelo médium Divaldo Franco, pelo espírito Joanna de Ângelis, no item 53, Na Esfera dos Sonhos, parte final:
“Vive no corpo físico considerando a possibilidade da desencarnação sem aviso prévio.
Cada noite em que adormeces, experimentas um fenômeno consentâneo ao da morte.
Dormir é morrer momentaneamente. Desse sono logo retornas, porque não se desatam os liames que fixam o Espírito ao corpo.
Podes, porém, pelas ocorrências que experimentas na esfera dos sonhos, ter uma ideia do que te sucederá nos Círculos da Vida, após o desenlace definitivo.
Por tal imperativo, aprimora-te, eleva-te, supera-te, mediante o exercício dos pensamentos salutares e das realizações edificantes.
Não apenas fruirás de paz por decorrência da consciência reta, como te prepararás para vida real; porquanto, examinada do ângulo imortalista, o homem, na Terra, encontra-se numa esfera de sonhos, que normalmente transforma, por invigilância ou rebeldia, em desditoso pesadelo.”
Diante desse quadro, oportuno se revela concluir essas breves considerações com a orientação contida no Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVIII, item 38 – À hora de dormir: “Que aquele que se ache compenetrado desta verdade eleve os seu pensamento a Deus, quando sinta aproximar-se o sono, e peça o conselho dos Espíritos bons e de todos cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham se juntar a ele, nos curtos instantes de liberdade que lhe são concedidos, e, ao despertar, sentir-se-á mais forte contra o mal, mais corajoso diante da adversidade.” Vale acrescentar que a preparação para o momento do sono deve se iniciar ao longo de todo o dia, nas atividades diárias, na forma como nos relacionamos com o próximo e na forma como conduzimos a nossa vida, sem o que não será possível buscar a harmonização necessária somente nos momentos que antecedem o sono. Isso porque a lei de atração, de afinidade, é inevitável.
Que a Paz do Mestre Jesus esteja conosco.


Na oportunidade, ficam todos convidados a participar das Reuniões Públicas e do Grupo de Estudos.
– Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita: Reuniões às terças-feiras – 19h30 horas;
– Reuniões Públicas e Evangelização – com Palestras: Reuniões às quintas-feiras – 19h30 horas.
Centro Espírita Harmonia e Fé
Rua Francisco Martins de Andrade, n. 187, Centro, Perdões-MG
Informações mais detalhadas podem ser obtidas na página do Facebook: Centro Espírita Harmonia e Fé.


por Júnior César Souto

 

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