Mães – ‘‘O que eu aprendi e o que ensinei ao meu filho nesse período de distanciamento social, devido ao Coronavírus

10 de maio de 2020 18:03 353

10 de Maio, Dia das Mães – o Jornal VOZ perguntou para 10 mães como está sendo esse período de distanciamento social, direto com os filhos em casa. Alguns sem irem à escola, outros sem poder passear livremente pelas ruas; sem poder ir às praças, usar brinquedos ao ar livre.
Confira o relato dessas mães tão especiais!

Sobre o que aprendemos nessa quarentena da pandemia, perguntei à Ester o que ela achou e ela disse: ‘por ter uma companhia, tinha alguém para brincar e conversar’.
Já o Iago aprendeu a importância da união.
Como foi citado acima pelos meus filhos, eu também aprendi que aconteça o que acontecer, estar ao lado de quem realmente amamos, podemos superar tudo.
E por a vida ser tão corrida muitas vezes deixamos esses valores de lado e não temos tanto tempo para colocar em prática o que a Ester e o Iago citaram acima.
O apoio da Família é essencial e também para refletir que diante de uma sociedade não há rico, nem pobre – somos todos iguais.
Essa pandemia foi bom para ficarmos mais perto de Deus e nos mostrar que sem Deus não somos nada, nem ninguém .
Feliz Dia Das Mães a todas as mães!
Luana Maria da Silva (mãe da Ester e do Iago)

Esse período de isolamento social, tem me mostrado vários valores que fomos perdendo com a falta de tempo e pelas regras que a sociedade acaba nos impondo. Além do que, nos mostra que tudo tem seu tempo, e que o tempo de Deus não é como o que desejamos, temos de exercer a paciência…Aqui em casa o aprendizado é constante, vamos nos reorganizando e nos redescobrindo o tempo todo…A mãe, sempre tem de ter um jogo de cintura para dar conta de tudo, nos afazeres da casa, nas atividades escolares, no cuidado e no tempo dedicado com a família em geral.
No meu caso, são 3 filhas, Luana (21 anos), Sophia (6 anos) e Beatriz (2 anos), cada uma com suas particularidades. A Luana, mora fora, por causa da faculdade, minha preocupação é se está se alimentando de forma adequada, e se está bem, com tudo o que está acontecendo e longe de casa, apesar de ser uma filha que nunca me deu maiores preocupações… A Sophia sempre foi muito enérgica, ativa demais e não pára um instante, tenho de ter muita criatividade para mantê-la ocupada e de forma divertida, além de ter que praticar a paciência, com as atividades escolares, já que sua atenção não fica tão boa com a mãe ensinando, tudo a tira do foco, não é como ter a professora na sua frente dentro da sala de aula.
Com a Beatriz, que é uma criança especial, a atenção tem de ser rebobrada, são muitos cuidados o dia e a noite toda, muitos medicamentos, tudo tem hora certa, ainda com a situação do Coronavírus toda atenção é pouca, ainda mais, ela sendo do grupo de risco. De uma certa forma, estou me conectando melhor comigo mesma e com as reais necessidades da minha família como um todo. Sinto falta dos parentes, amigos e principalmente do contato com minha mãe e meu pai, que também são do grupo de risco e estão cada um isolados nas suas casas, enquanto isso vamos matando a saudade com recursos do celular e internet. Isso tudo tem sido um tempo de grande reflexão e aprendizados, época de rever os valores, descobrir de forma simples do que realmente precisamos para ser feliz e viver bem. É tempo de jogar fora o que não se faz necessário, esvaziar as bagagens, os espaços, desatar os nós, rever conceitos e dar cor e vida ao nosso precioso TEMPO.
Toda essa situação só nos faz enxergar que somos todos iguais do UNI ao VERSO e que nem todo o dinheiro do mundo, e nem certas vaidades pode nos colocar em uma posição melhor do que o do outro. Somos todos UM e o tempo para ser vivido, continua sendo o AGORA, esse, nós fez ver com os olhos do coração, que a solução para todos os problemas é o de Doação e o de AMAR sem condição, sem preconceitos e com muito Respeito.
Liliana Simão (mãe da Luana, Sophia e Beatriz)

Nossa convivência nesses dias melhoraram bastante. A minha paciência em relação às atividades aumentou, porém o tempo diminuiu muito. Eles gostam de fazer as atividades em casa e eles a realizam no tempo deles, não deixo eles!
Nem sempre é fácil realizar todas as atividades no mesmo instante, temos um bebê cheio de energia em casa. Então quando ela dorme, é que são realizadas as tarefas.
Eles têm sentido bastante saudades do pai que está trabalhando muito junto do Comitê de Saúde, então fico a maior parte do tempo com eles, não tenho pressa na volta às aulas, tenho pressa na cura do mundo, prefiro perder um ano, mas ter meus filhos saudáveis e protegidos em casa.
Distanciar hoje, para garantir abraços amanhã!
Uma frase que uso muito com eles é que:
‘‘TUDO PASSA E ISSO TAMBÉM VAI PASSAR!’’
Bruna Lindouro (Pablo, Yasmin e Allana)

Esse período de pandemia do Coronavírus me fez visualizar que não importa o quanto a gente faça planos: a vida sempre pode nos surpreender.
Juntamente com meus filhos pude perceber como cada coisa simples do nosso cotidiano pode nos fazer falta e acredito que consegui transmitir para eles que não importa a dimensão do nosso problema, se estamos unidos e com fé em Deus, a gente sempre consegue forças para superá-lo.
Elielce Aparecida Cardoso Faria (mãe do Pedro, Mariana e Maria Fernanda)

Estamos enfrentando a maior guerra biológica atualmente. As incertezas, as inseguranças e os medos, nos afligem constantemente.
Dessa maneira, o distanciamento social nos faz refletir mais, diante do tempo e da humanidade afetada. Ele aproximou as pessoas, aumentando as orações, partilhas, sentimentos e precauções.
Como mãe, ele me mostrou a possibilidade de acalentar meu filho, Thales Henrique, com 08 anos, preocupado com o coronavírus, mesmo com sua inocência infantil. Com saudades dos coleguinhas, das professoras, da escola, parentes, dos vizinhos e dos passeios corriqueiros, ele fica dentro de casa.
Faço assim! Encontro entretenimentos como as brincadeiras antigas, pique esconde, bola, amarelinha e pulamos corda no quintal de nossa casa. Incentivo a leitura constantemente e tenho muita paciência.
No Isolamento, unimos nossas forças e mudamos um pouco as formas de vivermos. É importante e necessário, para vencermos a Pandemia!
O amor ao próximo e a fé nos fazem caminharmos com bons exemplos maternos. Aquecemos nossos corações e dividimos as solidariedades e as esperanças para dias melhores.
Peço para a “Virgem Maria”, nos ensinar a fazermos da vida uma “oblação”.
Desejo um Feliz Dia das Mães, para todas as genitoras, abençoadas por terem filhos e amadas pelos seus gestos.
Meu abraço, especial para minha mãe, Diléia e para minha sogra Dona Maroca Mendonça.
Eline Marques Castro (Thales Henrique)

A convivência com os filhos sempre nos modifica e sempre nos faz repensar nas atitudes tomadas. Nesse período da pandemia então, as preocupações diárias se somaram a tantas outras.
Estou aproveitando muito esse período pra estar o tempo inteiro com meus dois filhos, cuidar de realizar pessoalmente todas as necessidades e questionamentos deles. Tento transmitir sempre confiança em dias melhores e mostrar que sempre teremos adversidades pra enfrentar, mas que nunca Deus nos abandona!
E tentando prepará-los para o mundo, eu me vejo ser cada dia mais humana, mais consciente dos meus defeitos e qualidades porque toda mãe quer ser a melhor mãe do mundo para seus filhos.
Eu agradeço todos os dias tudo que vem acontecendo, mesmo não sendo um período fácil ou desejado, mas foi nessa situação que Deus me deixou tão junto da minha família, enquanto tem tantas e tantas mães afastadas dos filhos!
Sayonara Sousa Carvalho (mãe da Stela e do Arthur)

Com essa pandemia a qual fomos ‘‘obrigados’’ a ficar dentro de nossas casas, convivendo realmente com nossos filhos por um tempo maior, digo que é uma experiência que mexe muito com o nosso psicológico, pois temos que nos virar 24 horas com eles, crianças normalmente gostam de brincar e ter atenção voltada a elas. E nesse isolamento, isso dobrou, além das atividades escolares, que agora, também passaram a ser função de nós, mães, e confesso, ser professor desses meninos não é nada fácil.
Ser mãe é uma dádiva, por isso, pode existir qualquer adversidade que estamos prontas para estar e defender nossos filhos.
Desejo a todas as mães, guerreiras, que continuem lutando pelo bem estar de seus filhos.
Filho é o bem maior que temos na vida. Eles serão nosso reflexo no futuro.
E você, o que quer que seu filho ou sua filha seja quando adulto?
Adriana Bertoni (mãe do Cauã e da Gabriela)

Durante esta época de pandemia, onde o distanciamento social se fez presente, aprendi muito. Aprendi que o tempo que passei com minha filha pode ser muito aproveitado como: dialogar, brincar, assistir bons filmes, participar mais do cotidiano e de seu crescimento.
Aprendi que o dinheiro não representa nada, se não podemos ter as pessoas queridas ao nosso lado. E acima de tudo ter saúde e Deus em nossos lares!
Ensinei para minha filha, que nosso lar, sempre é o melhor lugar para se proteger e ser feliz! Que sempre é possível viver todos os dias com utilidade, preenchendo com atividades valorosas que certamente em algum espaço de nossas vidas, teremos a certeza que acrescentamos muito nesta época de tantos sofrimentos para algumas pessoas.
Não basta ser mãe!
Tem que participar!
Parabéns a todas as mamães!
Lívia Pereira (mãe da Laura)

Com essas paralisações nessa quarentena contra o combate da pandemia COVID-19, descobri junto ao meus filhos que “aprender não é fácil”.Que a rotina de uma criança é um mundo cheio de descobertas.Me fez lembrar que um dia eu também não sabia nada (nem ler e nem escrever) e mesmo depois que isso foi aprendido, que a aprendizagem da vida nunca acaba.Sempre haverá algo novo a descobrir. Descobri que a vida é simples, a gente que complica ela com tantos afazeres, às vezes, até mesmo desnecessários. E que não somos nada nessa terra. Tive a certeza, que é Deus que nos abençoa em TUDO.
E vou sempre lembrar meus filhos, desses diversos problemas que estamos passando nessa quarentena.
Desejo a todas as mães um Feliz Dia Das Mães!
Que possamos ter força e sabedoria, para enfrentar a vida, e que Deus nos abençoe!
Josy Paiva (mãe do Nathan e da Maryah)

Pandemia é um tema polêmico, são muitas questões a serem discutidas e a imprensa está fazendo sua parte com maestria em minha opinião. Isso nos dá conteúdo para ensinar e aprender dos nossos filhos sobre higiene, educação, respeito ao próximo e principalmente sobre o que é verdade e o que é mentira.
Aqui em casa, prezo muito sobre informação, Maria Clara, minha filha, tem 9 anos e é perfeitamente capaz de conversar assuntos da atualidade e dar sua opinião. Me deixa muito tranquila saber que ela sabe onde existe perigo e onde exige atenção apenas (principalmente agora na pandemia).
Mas eu sei que ela é criança e sou eu e o Rael, meu esposo, que temos a responsabilidade de enfatizar nela, principalmente o respeito que é a primeira virtude e qualidade de uma pessoa, pois, com respeito sabemos onde nos encaixar. Porque quando tem que forçar é porque não te serve(e isso vale pra roupas, sapatos e relacionamentos).
Fernanda Tabajara (mãe da Maria Clara)

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