Salve a cultura e morabeza cabo-verdiana!!!

8 de julho de 2026 9:02 19

Tenho um vínculo cultural com Cabo Verde já alguns anos, quando fui apresentado e me interessei pelo trabalho de Mayra Andrade, que sigo de forma assídua e inclusive já fui em um show no Rio de Janeiro. Mayra é uma cantora e compositora cabo-verdiana, que tem forte influência da música popular brasileira (MPB), e transita pelo pop, produzindo músicas que transmitem a influência da cultura dos países em que viveu, predominando a sonoridade afro.

Nesta Copa do Mundo, aproveitando a oportunidade de inclusão devido ao novo modelo da competição, o povo cabo-verdiano foi muito além do futebol, dando uma lição ao mundo como um povo unido e movido por suas raízes.

Este país com pouco mais de 500 mil habitantes, localizado em um arquipélago de 10 ilhas no Oceano Atlântico, mostrou de forma clara e realista que não basta acreditar no sonho, que na vida nada acontece por um passe de mágica, mas sim, que não vale a pena se entregar a derrota, que a superação é construída com empenho e união, que o sonho é fundamental para as nossas realizações como nação, mas ele tem que ser construído com muito suor, foco, persistência, planejamento, organização, equilíbrio e trabalho em equipe.

Cabo Verde convive continuamente com a diáspora, que é um fenômeno demográfico onde mais cabo-verdianos vivem no exterior do que no próprio arquipélago, impulsionada por fatores como escassez de recursos, secas cíclicas e altas taxas de desemprego.

A forte tradição de redes migratórias, em que familiares já estabelecidos no exterior facilitam a partida de outros, mantém o movimento constante. As remessas financeiras enviadas pela diáspora são essenciais para a economia do arquipélago.

Viva o povo cabo-verdiano, que é profundamente marcado pela miscigenação, unindo raízes africanas e europeias, com uma identidade cultural singular, destacando-se pela “morabeza”, que é o traço mais marcante do modo de ser cabo-verdiano, definindo a alma hospitaleira, amigável, pacífica e acolhedora presente em todas as ilhas.

Obrigado por apresentar a identidade e resiliência, de um povo habituado a lidar com secas severas e recursos naturais limitados, desenvolvendo uma grande capacidade de adaptação e um espírito de sobrevivência.

Obrigado por compartilhar a sua essência cultural, onde a religiosidade, a música, como a morna e o funaná, e a literatura são expressões máximas dessa alma guerreira e nostálgica.

Nos esperem, que em breve vamos visitar este país maravilhoso!!!

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